21 de dezembro de 2009

Papercutz e o seu trabalho “Lylac" no Produto Interno Bruto

Num conjunto sonoro introspectivo encontramos o novo trabalho dos Papercutz intitulado “Lylac”.

Trata-se de uma mistura das cores do jazz com forma articuladas representando o movimento da cidade onde o homem actual se insere. Uma resposta simples apropriada para locais de caris acústica e espaços fechados usando o som clássico de melodias calmas. Um álbum que busca simples respostas para perguntas simples: Quem sou eu? Onde é que eu pertenço?

“Lylac” descreve o processo de crescimento e maturação de Bruno Miguel (produtor musical e instrumentos, pianos, melódica), que conta com a participação de Marcela Freitas (líder dos vocais e percussão) e Bruno R (guitarra acústica, baixo).

Num conjunto de 13 temas encontramos como single de avanço “Ultravioleta”.

“Lylac” no PIB, em Cotação em Alta e entrevista.

Joana Pimenta, 2009/12/21, 22:40

14 de dezembro de 2009

“Nº 1 in Acapulco” no PIB

Os Irmão Pimenta, Paulo Zé Pimenta, PZ, Pplectro, Type, The Zany Dislexic Band e Zé Nando Pimenta apresentam o projecto Paco Hunter.

Um disco transformado num manifesto musical produzido nas margens do James Joyce’s Finnegans Wake. Um álbum com um alinhamento de 20 temas que percorre os caminhos do rock e do folk.

Entre os singles de avanço podemos encontramos temas como “Pensacola”, “Boca Raton”, “Tampa Bay”, entre outros.


Paco Hunter no PIB em Cotação em Alta e entrevista para ouvir durante toda a semana.

Joana Pimenta, 2009/12/14, 01:13

7 de dezembro de 2009

A.O.K no PIB com os Angry Odd Kids

Angry Odd Kids é o trabalho paralelo do baixista dos Fonzie, Carlos Teixeira, iniciando uma nova etapa no punk rock nacional.

A banda é composta por quarto elementos, Pete e Carlos, voz e guitarras, Tiago no baixo e Miguel na bateria.

A.O.K é um disco composto por 16 temas em português, repletos de energia e irreverência com uma combinação de ambientes electrónicos com ambientes punk rock. Neste lançamento de originais os Angry Odd Kids contam com a participação de Hugo Maia dos Fonzie, João Pedro Almendra dos Pestes & Sida, dos MCs dos Mundo Secreto, entre outros.

Como singles de avanço encontramos “Abre os olhos 'tás parado” e “Confissões Anormais”.
Angry Odd Kids mostram a sua irreverência em Cotação em Alta e entrevista para ouvir durante toda a semana, no PIB.

Joana Pimenta, 2009/12/07, 20:37

2 de dezembro de 2009

O primeiro EP de Andrew Thorn no PIB

Andrew Thorn é o caminho trilhado por João Pedro Coimbra a solo depois da fundação do sucesso Mesa.

Compositor, productor, fundado do som Mesa segue o seu caminho a solo na busca de criatividade desenvolvida em projectos anteriores.
Neste caminho apresenta-nos o EP intitulado “Brutes on the quiet”, e como single de avanço podemos ouvir “Me Jane”.

Andrew Thorn e o “Brutes on the quiet” em cotação em alta e entrevista no PIB.



Joana Pimenta, 2009/12/02, 00:41

25 de novembro de 2009

Passatempo Blasted Mechanism ao vivo no Coliseu de Lisboa

"Blast Your Mind" é o nome do espectáculo que leva ao Coliseu de Lisboa os Blasted Mechanism, uma das mais espectaculares bandas nacionais em palco.

O PIB associa-se à festa e tem 2 bilhetes duplos para quem queira assistir a um espectáculo único e irrepetível. Para concorrer, basta enviar um mail para pib@radiozero.pt , com primeiro e último nome, n.º de BI e contacto pessoal. A valer a partir de agora!

A não perder ainda o especial Blasted Mechanism, na emissão desta quinta-feira, onde Ary, um dos elementos da banda, revela mais pormenores sobre o concerto deste sábado.

O espectáculo tem início às 22h e promete ser, de facto, único. Está prometida a remodelação total do coliseu, com um cenário impressionante, acompanhado por um sistema surround que deixa a antever uma grande qualidade a nível sonoro.

A não perder, no Coliseu e no PIB, Blasted Mechanism em concerto.

Ruben Portinha, 2009-11-25, 23:24

24 de novembro de 2009

O reviver do rock alternativo e psicadélico no PIB

Numa onda revivalista do rock alternativo e psicadelico dos anos 60 e 70 encontramos o novo trabalho dos Olga.

“La Resistance” é o marco de viragem da banda resultado da sua maturação enquanto artistas. Iniciado em 2007 chega este ano ao mercado musical.

Os Olga são compostos pelo Diogo Luiz, bateria; João Hipólito, baixo e João Teotónio, guitarras e teclados.

Este novo trabalho foi gravado em duas fases utilizando os estudos da Toolateman e, numa fase de mistura, os estúdios da Golden Pony, contando com a importante presença de Eduardo Ricciardi.
“La Resistance” um album cheio de temas preenchidos e densos, mas ao mesmo tempo preenchidos de pormenores e subtilezas.

Como single de avanço encontramos a música “It’s Alright”.

Os Olga e o seu “La Resistance” em Cotaçãoe em Alta e entrevista, no PIB.

Joana Pimenta, 2009/11/24, 21:08

16 de novembro de 2009

O atrevimento de Gomo no Produto Interno Bruto

Após uma longa paragem, Gomo está de volta com mais um trabalho que promete surpreender os seus fãs. “Nosy” veio para surpreender tudo e todos.
Para produzir todos os elementos para este novo trabalho, Gomo juntou uma equipa multidisciplinar: criatividade, profissionalismo e experiência de Nuno Rafael e Nelson Carvalho, Mónica do Vale responsabilidade gráfica, Nuno Dias e Filipe Santos fotografia e pós-produção.
Num estilo pop/rock, encontramos um álbum com uma sonoridade mais musculada e orgânica, nunca esquecendo o poder da palavras na passagem de opiniões, o poder da sátira e do humor.
Como single de avanço encontramos o tema “Final Stroke” com participação e Nuno Rafael no baixo e na guitarra e de Sérgio Nascimento na bateria. Uma canção representativa da ousadia que Gomo pretende dar ao seu trabalho.
“Nosy” um trabalho dirigido a um público curioso, abelhudo e com vontades de explorar o mundo na sua essência, gostos, preferências...
Gomo no PIB, em Cotação em Alta e entrevista, na Rádio Zero.

Joana Pimenta, 2009/11/16, 02:04

2 de novembro de 2009

Carlos Silveira em destaque no PIB

Carlos Silveira lança o seu primeiro trabalho intitulado “Vendo o Mundo”.

Apesar de ser cego, o cantor procurou descrever em 12 temas a sua visão do actual Mundo. Toda a imperfeição e beleza que rodeiam o ser humano. Todos os sentimentos, emoções, afectos entre pessoas. Valorizar todas as questões sociais que o nosso mundo atravessa.

Um trabalho para reflectir o poder da mente, em confronto com o poder da visão, "o pior cego é aquele que não quer ver".

“Vendo o Mundo” em Cotação em Alta e entrevista, no Produto Interno Bruto.

Joana Pimenta, 2009/11/02, 01:13

26 de outubro de 2009

Foi no ano de 2000 que o mundo musical conheceu Raptor. Nessa altura fundava o grupo Profetas Urbanos juntamente com mais três companheiros. Foi, no entanto, no ano de 2005, que o começámos a ouvir a solo com a edição do seu primeiro EP “Primeira Etapa”. Actualmente, e já no mercado musical, podemos ouvir e sentir o seu recente álbum “Pontos no iis”.

O duplo significado do seu nome, ora de inspiração do filme “Parque Jurássico” com o dinossauro Velociraptor, ora com a combinação Rap + Tutor, demonstram simplicidade e naturalidade do conjunto de influências a que o artista está sujeito.

“Pontos nos iis” é um álbum editado pela editora IPlay, para um público de mente aberta em busca de novas experiencias e sensações.

Álbum gravado, misturado e masterizado no estudo de Armando Balla Teixeira, que conta com um leque vasto de participações: Sam The Kid, NGA, Lancelot, Dino, Dengaz,.... para ouvir nas 16 faixas que o compõem.

Rima rápida do mundo actual para ouvir em Cotação em Alta e entrevista no PIB.

Joana Pimenta, 2009/10/26, 00:26

23 de outubro de 2009

Olha que três - Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco juntos em palco

Uma praça de touros repleta esperava ansiosamente a chegada dos 'três magníficos' ao palco, para a primeira de duas noites de concerto no Campo Pequeno, na quinta-feira. E eis que, cerca de 20 minutos depois da hora prevista, Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco dão início ao espectáculo. "Ainda agora aqui chegámos" foi a primeira frase que saiu dos três microfones, o começo do tema "Guerra e paz", de Sérgio Godinho.

Nos cerca de 45 minutos seguintes, assistiu-se a um concerto que, provavelmente, estaria a dar mais prazer aos intérpretes do que à maioria do público presente, já que não houve nenhum tema que despertasse os instintos musicais do enorme coro ali mesmo em frente. Tudo mudou quando Sérgio Godinho interpreta "Cuidado com as imitações" e, logo de seguida, "O primeiro dia", um dos grandes momentos da noite.

Eis que José Mário Branco reentra em palco e juntos cantam "Rosalinda", original de Fausto. Para aproveitar o embalo, Fausto regressa ao palco e os três interpretam "Quatro quadras soltas", de Godinho.

"Charlatão", "Mundam-se os tempos mudam-se as vontades", "Foi por ela", "Que força é essa", "Inquietação" e, a fechar a noite, "Na ponta docabo", foram outros dos temas que ressoaram no Campo Pequeno. Mas o momento mais alto da noite aconteceu quando Sérgio Godinho tocou "Maré alta", dando origem a uma verdadeira simbiose entre os músicos e o público.

Houve ainda espaço para homenagear um bom e velho companheiro: José Afonso. "De não saber o que me espera" foi o tema escolhido, de entre o vasto repertório de Zeca. O embrulho ficou completo com um tema inédito, especialmente criado para estrear neste espectáculo. Chama-se "Faz parte" e deixa claramente à vista a faceta interventiva e contestatária dos três escritores de canções.

Foi uma noite de cruzamentos em palco, de união e de liberdade. Houve momentos em duo, em trio e a solo. Tudo isto com um acompanhamento de mais de uma dezena de músicos em palco, intimamente ligados à obra dos três artistas.

Contas feitas, e apesar dos bons momentos, o concerto não terá correspondido às expectativas. Para além da má qualidade do som - "não se percebem as letras!" foi uma exclamação que várias vezes saiu do público - José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho optaram por um alinhamento mais alternativo, procurando fugir a muitos dos temas que os consagraram. Talvez a idade (musical) e o estatuto lhes permitam tamanho luxo. José Mário Branco, de entre os três, foi quem menos terá optado por esta via. Ainda assim, fica o registo de um encontro único (apesar de repartido por quatro noites - para a semana é a vez do Coliseu do Porto), que será eternizado pela edição do espectáculo em CD e DVD. Aguardemos, pois, pelo precioso documento.

Ruben Portinha, 2009/10/23, 15:43

19 de outubro de 2009

Sebastião Antunes em destaque no regresso do PIB

Para o reinício do Produto Interno Bruto, destacamos Sebastião Antunes.

Sebastião nasceu a 16 de Agosto de 1967 em Castelo Branco, iniciando a sua carreira musical no ano de 1988 com o single “ Caixinha de Música”, no grupo Peace Makers.

Até à sua recente estreia a solo, com o álbum “Ca Dentro”, gravou seis discos com a banda Quadrilha, repletos de experiências e paixões, para trazer até aos dias de hoje as sonoridades das memórias celtas, associadas às matrizes da música do tradicional portuguesa e influências de África, Turquia e outras músicas do mundo. Foram 13 anos cheios de concertos e participações em festivais por todo o Mundo.

Sebastião Antunes, com a sua experiência musical a solo, em entrevista ao longo da semana, é a Cotação em Alta no regresso do PIB.

Joana Pimenta / Ruben Portinha, 2009/10/19, 19:20

28 de setembro de 2009

Xutos & Pontapés – até que enfim, um estádio

Na grande celebração dos 30 anos da maior banda portuguesa, o Estádio do Restelo encheu, sábado, para assistir a um dos mais importantes concertos do quinteto.

Mais de quarenta mil pessoas, dispersas pelas bancadas e pela relva, renderam-se ao espectáculo de cerca de três horas, por onde desfilaram muitos dos êxitos e temas emblemáticos de uma carreira cheia de música e de público. Hora e meia depois do previsto para o início do espectáculo, a entrada foi triunfal, com os músicos a avançarem por entre o público, numa plataforma suspensa. “Quem é quem”, single do novo álbum, foi o pontapé de saída para uma noite memorável. Logo de seguida, num claro começo ‘ao ataque’ da ‘equipa da casa’, “Não sou Jesus” e “Não sou o único” levaram ao rubro os milhares de fãs presentes no estádio.

Foi uma verdadeira viagem no tempo, com passagem pelas várias épocas que, ao longo destes 30 anos, marcaram a obra dos Xutos. O ‘homem do leme” foi Tim, o story teller de serviço que não deixou de contar algumas das histórias que acompanharam o nascimento dos temas trazidos ao palco. Zé Pedro também fez questão de, por várias vezes, agradecer ao público a força para atravessar três décadas de estrada. O guitarrista não se esqueceu de quem, pela primeira vez, assistiu a um concerto da banda.

Para ajudar à festa, foram convidadas quatro grandes figuras na música nacional. Camané, Packman (Da Weasel), Pedro Gonçalves (Dead Combo) e Manuel Paulo (Ala dos Namorados) acrescentaram ainda mais qualidade à noite do Restelo.

Apesar de tudo, foi curioso notar que, a despeito da enchente, o entusiasmo do público não foi claro e inequívoco, talvez fruto dos poucos momentos electrizantes durante o espectáculo, talvez pelo peso da idade, ou mesmo por um ganho de tranquilidade a ela inerente. Ouviram-se mais baladas do que temas daqueles que põem milhares aos saltos.

Contas feitas, foi uma digna e merecida festa de aniversário para os Xutos & Pontapés. Quem não esteve presente, recomenda-se que aguarde pela edição do DVD que irá perpetuar este que foi um momento ímpar nas vidas de Tim, Kalú, Zé Pedro, João Cabeleira e Guy.

Ruben Portinha, 2009/09/28, 01:07

11 de setembro de 2009

Coisas de final de Verão

Não é que o EP "Canções Perdidas" do João Coração não me sai do mp3 (e da cabeça)? E até está para download gratuito no myspace do moço. O que é bom, sempre vai ficando...

«Não me faças fazer blues, que o blues nem é português...»

E o português pode ser tão bonito.

Diana Guerra, 2009/09/11, 23:08

31 de agosto de 2009

Ana Moura – Foi um prazer ouvi-la


A contas com a tourné de Verão, a fadista Ana Moura passou este Domingo pelas Festas de Algueirão - Mem Martins, no concelho de Sintra, apresentando-se, a par de Luís Represas, como um dos nomes fortes do cartaz deste ano.

Centenas de pessoas responderam à chamada e estiveram presentes do lado de cá do palco, a ver, ouvir e aplaudir uma das referências da nova geração fadista.

O espectáculo começou ameno, criando a ilusão – apenas e só isso – de que a noite não estaria de feição para uma harmonia entre a artista e o público. Com o decorrer do espectáculo, numa alternância entre temas introspectivos e outros mais ‘picados’, Ana Moura acabou por conquistar a audiência, provando que o seu talento não é produto de estúdio.

O vestido da cantora – de lantejoulas – quando atingido pelas luzes de palco, fazia jus ao adjectivo que melhor define a actuação de Ana Moura e dos seus músicos: brilhante.



Num alinhamento com direito a encore, Ana Moura percorreu os três discos já editados, com tempo ainda para interpretar “No expectations”, um dos dois temas dos Rolling Stones que recentemente gravou, num disco de tributo à mítica banda rock. Não faltaram ainda alguns dos fados mais marcantes de sempre, aqueles em que a fadista teve um coro gigantesco a acompanhá-la: casos de “Canto o fado” e “A casa da Mariquinhas”, dois dos três temas tocados fora do alinhamento principal.

Depois de Algueirão - Mem Martins, segue-se Varsóvia, cidade polaca que terá a cantar para si uma voz inconfundível, como inconfundível é o fado – porque é único no mundo.

Ruben Portinha, 2009/08/31, 02:12
Fotos: Sónia Portinha

17 de agosto de 2009

Moniz e o PIB

É pouco discutível que Eduardo Moniz alterou o panorama televisivo português quando entrou para a TVI ainda no século passado, em dois grandes eixos: a aposta nos programas de realidade (e.g. Big Brother) e a aposta na ficção nacional (demasiadas novelas para mencionar).
Ele bem tentou a Informação, mas não correu bem.

Mas o que eu gostava de lançar com isco mental, é o que fez Moniz à música portuguesa?

A televisão e a música portuguesa nunca se deram bem, desde que me lembro. O Top+ bem tem tentado, mas a ideia de listas de música é ultrapassada e não faz sentido.

E para o caso de algum director de programas estar por aqui a ler (dúvido) deixo como sugestão: lançar aleatoriamente alguns vídeos de músicas ao longo da programação, como pequenas pérolas não esperadas. Aliás, este conceito é perfeitamente extensivel, a todas as curtas cinematográficas nacionais.

Mas voltando a Moniz. Com o aumento de ficção nacional veio também por tabela o aumento de música nacional. E não estou só a falar das bandas da casa como D'zrt e JustGirls, ou das canções rebuscadas para genéricos iniciais das novelas, mas do ímpeto que isso deu aos jovens artistas. É certo que Moniz não foi o único e fê-lo muito provavelmente sem intenção, outros actores estiveram em palco, como a grande popularidade da internet nesta década também teve o seu (bem) grande impacto.

Isto não pretende ser um estudo exaustivo, mas a ideia fica: num universo paralelo, sem Moniz na TVI, como seria o PIB musical actualmente?

Filipe Roque, 2009/08/17, 05:29

12 de agosto de 2009

José Cid ao vivo em Sernancelhe - A idade ainda o perdoa

A poucos meses de voltar ao Campo Pequeno, dois anos e meio depois da gravação do disco ao vivo, José Cid continua a dar espectáculo por esse país fora. Foi o que aconteceu, no Domingo, em Sernancelhe (Viseu).

Apresentado com toda a pompa e circunstância por parte da organização, perante alguns milhares de pessoas, Cid confirmou o porquê de ser um dos artistas mais influentes da música portuguesa - para o bem e para o mal.

Começou o espectáculo ao ataque, com um dos maiores êxitos da sua carreira, "Cai neve em Nova Iorque", logo seguido por "Recordar é viver". Daí até ao final, desfilaram no palco beirão todos os sons de uma carreira de sucesso. Em cerca de hora e meia de concerto, o artista conseguiu demonstrar as suas mais variadas facetas: da pop ao rock, do fado ao blues, da balada à música de baile. Espaço ainda para apresentar um novo tema, "A ilha dos piratas", que integra o álbum de originais, "Clube dos corações solitários do Capitão Cid".

E não foram os bem vividos 65 anos que o impediram de dar uns passinhos de dança, de fazer inveja a alguns presentes na plateia. Por falar em plateia, José Cid não se cansou de elogiar o público sernancelhense, referindo-se a este como um dos mais entusiastas que encontrou nesta tourné. Provavelmente, o discurso repetir-se-á noutros locais, mas ficam as gentes com o ego mais alto - e ajudam à festa.

Mas o que seria do "Capitão Cid" se não tivesse com ele a competência dos restantes elementos da banda? João Paulo (teclados e vocais), Manuel Marques (saxofone), Samuel (bateria), Pepe (contra-baixo), Tozé (trombone), Rúben Santos (trompete), Mike Sargent (guitarra) e Amadeu Magalhães (sopros), todos em grande forma.

No final do espectáculo, as opiniões foram bastante positivas. uma boa forma de encerrar as Festas da Amizade 2009, polvilhado com o célebre fogo de artifício. Quanto a José Cid, continua a ronda pelo país, até voltar a subir ao palco do Campo Pequeno, em Novembro.

Ruben Portinha, 2009/08/12, 18:52

12 de julho de 2009

Os 3 Marias com “Sentimento Sofrimento”

Os 3 Marias lançam o seu álbum de estreia “Sentimento Sofrimento”, um disco apresentado no mês de Maio do presente ano.

Com dois anos de existência é nos dado agora o seu primeiro trabalho.

A banda é composta por Epilady Di (vozmultímoda), pelo sobrinho do General Melo e Castro (baixo centralista) e Marco Gina (guitar herói, facto macho).

Este é um trabalho produzido por Doutor Avalanche, famigerado produtor e idealizado musical escandinavo. “Sentimento Sofrimento” teve um trabalho difícil até à sua edição, no entanto agora no mercado, encontramos um disco de nove temas de música jovem, pop rock, de grande sofisticação.

Como primeiras músicas encontramos “Bera na Cidade” – um olhar sobre a identidade lusa , “Ballada do Spread” – drama de pessoa humana prostrada perante os altares sacrificiais do Euribor, entre outros.

São os 3 Marias e a sua música de além e aquém mar no PIB, em Cotação em Alta.

Joana Pimenta, 2009/07/12, 23:35

6 de julho de 2009

Tó Trips com “Guitarra 66” no PIB

Com mais de duas décadas no meio musical português, Tó Trips lança o seu primeiro trabalho a solo:“Guitarra 66”, um trabalho muito pessoal.

Com 43 anos, nascido em 1966, Tó Trips tem marcado o meio musical português, primeiro com os Lulu Blind e depois com os Dead Combo. “Guitarra 66” é um álbum que evoca o espiríto acústico do músico e da sua guitarra clássica. Nesta estreia a solo, Tó Trips dedica inteiramente este seu trabalho à sua mulher, Raquel Castro. Trata-se de um trabalho fiel aos princípios de independência criativa, que busca novas formas originais de expressão de sentimentos. Um disco extremamente pessoal que fala de amor, experiências pessoais, viagens...

Durante dozes temas singulares podemos ouvir e sentir o mundo de Tó Trips.

Tó Trips e a sua guitarra clássica no PIB, em Cotação em Alta e entrevista de 3ª a 6ª feira, na Rádio Zero.

Joana Pimenta, 2009/07/06, 01:29

28 de junho de 2009

A Marcha dos Golpes no Produto Interno Bruto

Um novo manifesto surge no nosso panorama musical: “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, são os Golpes e o seu rock português.
Pela mão da editora Amor Fúria / Mbari, Os Golpes dão a conhecer o seu primeiro trabalho.
A banda lisboeta é composta por quatro elementos: Manuel Fúria (Voz e guitarra eléctrica), Pedro da Rosa (segundas vozes e guitarra eléctrica), Luís (coros e baixo) e Nuno (coros e bateria).

“Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, é um álbum produzido por Jorge Cruz e assistido por Nuno Roque.

Assim, Os Golpes iniciam a sua marcha na música e fruto disso podemos encontrar o single de avanço “A Marcha dos Golpes”.


Em plena marcha, os Golpes desferem 11 golpes certeiros para ouvir no PIB, em Cotação em Alta, e entrevista durante toda a semana.

Joana Pimenta, 2009/06/28, 19:15

21 de junho de 2009

João Picoito e a sua música em Cotação em Alta

Deu nas vistas pela primeira vez em 2007, com apenas 17 anos, ao vencer o concurso da Xbox Soundtracks Portugal.

Para este concurso João Picoito tinha de criar uma banda sonora para o jogo Fable 2. No seguimento dessa participação musical encontramos o seu primeiro trabalho “Omission”, um conjunto de 10 temas onde a faixa criada para o concurso aparece como a primeira.


A sonoridade alternativa deste jovem lisboeta transmite a sua vida, como gosta de referir citando Nietzche: “Sem a música a Vida seria em erro”.

Álbum totalmente instrumental e de download gratuito, transmite emoções, texturas, cores, um pedaço do mundo, o seu pedaço.

A vida de João Picoito em Cotação em Alta, no PIB.


Joana Pimenta, 2009/06/21, 23:41

16 de junho de 2009

O Fim

A Merzbau (editora de Walter Benjamin, Tiago Sousa, b Fachada, entre outros) anunciou o fechar de portas. Este é o comunicado que aparece no site da editora:

Olá,

A Merzbau irá fechar portas brevemente. A informação que foi primeiramente dada aos músicos, acabou por resvalar para os meandros da net e por alguns locais já se tem falado deste facto.
Como não queria deixar de dar uma explicação àqueles que juntamente com os seus músicos e colaboradores, são a razão da existência da Merzbau, ou seja os seus seguidores. Muitos deles assinantes desta mailing list.

Durante cerca de 4 anos fomos responsáveis pelo surgimento de muitos nomes já incontornáveis do panorama da música portuguesa. Dos Losbter, a Walter Benjamin, a Noiserv, B Fachada, Jesus, the Misunderstood, para citar alguns dos mais mediáticos, editámos muita música, corremos o risco, apostámos e ocupámos um espaço que, até prova em contrário ficará por ocupar com o nosso fim. Já tive a oportunidade de agradecer aos músicos, aproveito também para aqui agradecer a vocês que seguiram os concertos e ouviram a música que tínhamos para vos dar.

O motivo que me leva a tomar esta decisão prende-se com o facto deste crescimento exponencial, verificado nos últimos tempos, se ter tornado um fardo complicado de gerir. Sendo que só faria sentido continuar este projecto se fosse para assumir novos desafios e colocar novas metas.
O que me levou a criar a Merzbau nunca foi o intento de me tornar parte do corpo responsável pela promoção e produção de música em Portugal, simplesmente seguia uma necessidade que tinha enquanto músico - pela falta e quase inexistência de estruturas que empurrem os artistas nos seus primeiros passos. Veio a comprovar-se que não estava sozinho e havia outros artistas com vontade de criar e de mostrar trabalho.

Mas chegado ao dia de hoje, e tendo sido capaz de até aqui conciliar os dois lados da questão, ao reflectir sobre que novos rumos e desafios se avizinhavam, e sobre o que é de facto importante para a minha vida, achei que era tempo de me dedicar a 100% à minha música e fazer aquilo que sinto ser o que sei fazer melhor.


Mais uma vez obrigado a todos
Até breve
Tiago Sousa


Com grande pena da minha parte. Mas espero que os projectos musicais dos artistas envolvidos não parem por aqui, e que seja sempre a subir. :)

Diana Guerra, 2009/06/16, 13:17

14 de junho de 2009

O sonho americano no PIB

Pela Valentim de Carvalho / Lux Record encontramos o segundo trabalho de Sean Riley & The Slowriders, intitulado “Only Time Wil Tell”.

A banda proveniente de Coimbra é composta por quatro elementos: Sean Riley – voz e guitarra; Bruno Simões – baixo; Filipe Costa – Órgão, Harmónica e Bateria e Filipe Rocha – Bateria e Baixo.

“Only Time Will Tell”, lançado no presente ano, vem no seguimento de “Farewell”, lançado em 2007, e é o arquitecturar de sons que nascem em Portugal mas a pensar no sonho americano. É um álbum que pretende homenagear a América mas na pretensão de quem não quer pisar a Terra Prometida para não se desiludir. São histórias de amor, desejo, pecado...

Como single de avanço encontramos “Houses and Wifes”, num trabalho com mais 11 temas para ouvir.

É o sonho Americano de Sean Riley & The Slowriders, esta semana em Cotação em Alta e com entrevista para ouvir a partir de terça-feira, no PIB.

Joana Pimenta, 2009/06/14, 16:48

8 de junho de 2009

Fado Pop no Produto Interno Bruto

Com a editora La Folie, criada por The Gift e Valentim de Carvalho Multimédia, é nos apresentado o "Projecto Hoje”, com o álbum "Amália Hoje".

Este é um trabalho idealizado e produzido por Nuno Gonçalves dos Gift e que conta com as vozes de Fernando Ribeiro dos Moonspell, Paulo Praça dos Plaza e Sónia Tavares dos Gift.

10 anos após a morte de Amália Rodrigues, a sua música continua activa, sendo relembrada neste fantástico trabalho, atribuindo ainda mais cor ao seu Mundo, nacional e internacional. Com este projecto pretende-se mostrar ao mundo o “passado gigantesco” de uma das maiores artistas da música portuguesa, a transformação de fados em músicas Pop, sem a perda de todo o esplendor já existente.

Com arranjos musicais muito dispares aos da sonoridade de Amália, encontramos uma sonoridade muito semelhante aos The Gift. São anuladas as guitarras portugueses e encontramos mesmo apontamentos electrónicos, com presença de orquestras densas de intensidade crescente, mantendo as letras na integralidade.

Neste álbum podemos encontrar fados transformados em músicas pop tais como: “Foi Deus” – letra de Alberto Janes; “Fado Português” – letra de José Régio; “Nome de rua” – letra de Alain Oulman, entre variadíssimas letras, variadíssimos autores. Como primeiro single de avanço encontramos “Gaivota”, com letra de Alexandre O’Neil.

É o Fado em versão Pop no PIB, esta semana em Cotação em Alta.

Joana Pimenta, 2009/06/08, 12:03

31 de maio de 2009

"Tasca Beat" em Cotação em Alta

Após sete anos de existência, os Oquestrada lançam o seu primeiro albúm, um trabalho lançado pela Sony BMG.

“Tasca Beat: o sonho português” é um trabalho minucioso, em que o próprio nome representa a inovação que Oquestrada querem trazer à música. Cada palavra contribui para o resultado final traduzido no nome do álbum. “Tasca Beat – nova batida popular de coração português; propícia ao encontro e desgarrada com o mundo (em vias de expansão)”.

A Banda oriunda de Almada, Margem Sul, é composta por cinco elementos: Marta Miranda, a das Cantiguinhas na Boca; Lima, o Arquitecto; Zeto, o Rapaz d’Aço; Pablo, o Homem do Leme e Donatelo, o Bom Vivant.

Com uma capacidade comunicativa enorme e uma vitalidade inesgotável, Oquestrada demonstra o que de melhor tem a música nacional. Não é fado mas celebra-o, e busca a verdade do Mundo à portuguesa.

“Tasca Beat: o sonho português” para ouvir na Rádio Zero, em Cotação em Alta, no PIB.

Joana Pimenta, 2009/05/31, 23:14

30 de maio de 2009

Boa música portuguesa e de graça!

Já sabíamos há mais de um ano que a Optimus andava a patrocinar e a promover concertos internacionais e nacionais por todo o país, mas desta vez fez melhor:

Henrique Amaro (já conhecido pelos Novos Talentos FNAC) é o responsável pelo projecto Optimus Discos que pretende editar música portuguesa gratuita através da Internet. Os primeiros resultados já estão à vista há mais de um mês: Madame Godard, The Pragmatic, The Bombazines, Tiguana Bibles, DJ Ride e Tó Trips + Tiago Gomes. Os 6 discos EP estão disponíveis aqui e têm uma edição física limitada de 500 exemplares, já que o objectivo é mesmo divulgar a música pela grande rede.

Mas não é tudo: esta é apenas a primeira série de 6 discos disponíveis e a segunda já anda a bater à porta e dentro de pouco tempo também estará disponível gratuitamente no site da Optimus e na FNAC: são eles Real Combo Lisbonense, Márcia, Rui Maia, Vicious Five, Bezegol e Mazgani.

Série 1:

Madame Godard - Aurora
The Pragmatic - Circles
The Bombazines - The Bombazines
Tiguana Bibles - Child Of The Moon
DJ Ride - Beat Journey
Tó Trips + Tiago Gomes - Vi-os Desaparecer Na Noite

Série 2:

Real Combo Lisbonense - Sem Título
Márcia - A Pele Que Há Em Mim
Rui Maia - Mirror People
Vicious Five - Lisbon Calling
Bezegol - Rude
Mazgani - Tell The People

Pessoalmente, estou viciada na Love is Poker dos Madame Godard. Grande descoberta!

Diana Guerra, 2009/05/30, 15:27