26 de outubro de 2009

Foi no ano de 2000 que o mundo musical conheceu Raptor. Nessa altura fundava o grupo Profetas Urbanos juntamente com mais três companheiros. Foi, no entanto, no ano de 2005, que o começámos a ouvir a solo com a edição do seu primeiro EP “Primeira Etapa”. Actualmente, e já no mercado musical, podemos ouvir e sentir o seu recente álbum “Pontos no iis”.

O duplo significado do seu nome, ora de inspiração do filme “Parque Jurássico” com o dinossauro Velociraptor, ora com a combinação Rap + Tutor, demonstram simplicidade e naturalidade do conjunto de influências a que o artista está sujeito.

“Pontos nos iis” é um álbum editado pela editora IPlay, para um público de mente aberta em busca de novas experiencias e sensações.

Álbum gravado, misturado e masterizado no estudo de Armando Balla Teixeira, que conta com um leque vasto de participações: Sam The Kid, NGA, Lancelot, Dino, Dengaz,.... para ouvir nas 16 faixas que o compõem.

Rima rápida do mundo actual para ouvir em Cotação em Alta e entrevista no PIB.

Joana Pimenta, 2009/10/26, 00:26

23 de outubro de 2009

Olha que três - Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco juntos em palco

Uma praça de touros repleta esperava ansiosamente a chegada dos 'três magníficos' ao palco, para a primeira de duas noites de concerto no Campo Pequeno, na quinta-feira. E eis que, cerca de 20 minutos depois da hora prevista, Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco dão início ao espectáculo. "Ainda agora aqui chegámos" foi a primeira frase que saiu dos três microfones, o começo do tema "Guerra e paz", de Sérgio Godinho.

Nos cerca de 45 minutos seguintes, assistiu-se a um concerto que, provavelmente, estaria a dar mais prazer aos intérpretes do que à maioria do público presente, já que não houve nenhum tema que despertasse os instintos musicais do enorme coro ali mesmo em frente. Tudo mudou quando Sérgio Godinho interpreta "Cuidado com as imitações" e, logo de seguida, "O primeiro dia", um dos grandes momentos da noite.

Eis que José Mário Branco reentra em palco e juntos cantam "Rosalinda", original de Fausto. Para aproveitar o embalo, Fausto regressa ao palco e os três interpretam "Quatro quadras soltas", de Godinho.

"Charlatão", "Mundam-se os tempos mudam-se as vontades", "Foi por ela", "Que força é essa", "Inquietação" e, a fechar a noite, "Na ponta docabo", foram outros dos temas que ressoaram no Campo Pequeno. Mas o momento mais alto da noite aconteceu quando Sérgio Godinho tocou "Maré alta", dando origem a uma verdadeira simbiose entre os músicos e o público.

Houve ainda espaço para homenagear um bom e velho companheiro: José Afonso. "De não saber o que me espera" foi o tema escolhido, de entre o vasto repertório de Zeca. O embrulho ficou completo com um tema inédito, especialmente criado para estrear neste espectáculo. Chama-se "Faz parte" e deixa claramente à vista a faceta interventiva e contestatária dos três escritores de canções.

Foi uma noite de cruzamentos em palco, de união e de liberdade. Houve momentos em duo, em trio e a solo. Tudo isto com um acompanhamento de mais de uma dezena de músicos em palco, intimamente ligados à obra dos três artistas.

Contas feitas, e apesar dos bons momentos, o concerto não terá correspondido às expectativas. Para além da má qualidade do som - "não se percebem as letras!" foi uma exclamação que várias vezes saiu do público - José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho optaram por um alinhamento mais alternativo, procurando fugir a muitos dos temas que os consagraram. Talvez a idade (musical) e o estatuto lhes permitam tamanho luxo. José Mário Branco, de entre os três, foi quem menos terá optado por esta via. Ainda assim, fica o registo de um encontro único (apesar de repartido por quatro noites - para a semana é a vez do Coliseu do Porto), que será eternizado pela edição do espectáculo em CD e DVD. Aguardemos, pois, pelo precioso documento.

Ruben Portinha, 2009/10/23, 15:43

19 de outubro de 2009

Sebastião Antunes em destaque no regresso do PIB

Para o reinício do Produto Interno Bruto, destacamos Sebastião Antunes.

Sebastião nasceu a 16 de Agosto de 1967 em Castelo Branco, iniciando a sua carreira musical no ano de 1988 com o single “ Caixinha de Música”, no grupo Peace Makers.

Até à sua recente estreia a solo, com o álbum “Ca Dentro”, gravou seis discos com a banda Quadrilha, repletos de experiências e paixões, para trazer até aos dias de hoje as sonoridades das memórias celtas, associadas às matrizes da música do tradicional portuguesa e influências de África, Turquia e outras músicas do mundo. Foram 13 anos cheios de concertos e participações em festivais por todo o Mundo.

Sebastião Antunes, com a sua experiência musical a solo, em entrevista ao longo da semana, é a Cotação em Alta no regresso do PIB.

Joana Pimenta / Ruben Portinha, 2009/10/19, 19:20