25 de janeiro de 2010

“Pata Lenta”, segundo disco de Norberto Lobo no PIB em Cotação em Alta


Eis Norberto Lobo, autor de música que dispensa palavras, guitarrista de uma expressividade tocante, agora com o seu segundo álbum "Pata Lenta", lançado em 2009.

Este disco tem uma versão de ‘Unravel’, de Björk e o apressado tema “Ayrton de Senna”. “Pata Lenta”, primeiro tema do disco, começa tímida e sombria, ganhando cor e movimento a cada momento que se segue. Há muito neste disco das ruas portuguesas, da ruralidade, do Portugal profundo. Há sem dúvida uma portugalidade que não pode deixar de se elogiar.

Socorrendo-se de um só instrumento, Norberto Lobo já não precisa de ser alvo de comparação a Carlos Paredes ou ao mestre do ‘fingerpicking’ John Fahey, como aconteceu no seu álbum de estreia “Mudar de Bina”. Desta vez, temas como os já referidos anteriormente, “Vento em Polpa” ou “Sra do Monte” falam por si. Para além da admirável técnica sobre a guitarra clássica, a sua preocupação é a melodia, que é única e integralmente sua.

Tranquilizem-se com “Pata Lenta”, segundo álbum de Norberto Lobo, que se encontra esta semana em Cotação em Alta no Produto Interno Bruto.



Priscila Andrade, 2010-25-01, 18:00h

18 de janeiro de 2010

Ana Moura "em alta" com o álbum "Leva-me aos fados"


Leva-me aos Fados’ é o título do novo disco, o quarto álbum, da fadista Ana Moura, lançado em Outubro de 2009.
Desta vez, regressa com participações especiais donde se destacam José Mário Branco, os Gaiteiros de Lisboa, Manuela de Freitas, Amélia Muge e Tózé Brito. Custódio Castelo apresenta-se nas 12 cordas da guitarra e Filipe Larsen no baixo. Não esquecendo o homem da viola, o seu braço direito, Jorge Fernando que foi uma grande ajuda sobretudo na composição da maior parte das 15 músicas deste disco.
“Não é um fado normal” é uma canção muito ritmada, uptempo, acompanhada pelos Gaiteiros de Lisboa e pela voz de Ana Moura ligando o fado ao folclore com pequenas decorações clássicas de música antiga.
'Leva-me aos Fados' foi produzido por Jorge Fernando à semelhança dos anteriores discos de Ana Moura. Actualmente, é já disco de Platina.
Ana Moura com o seu quarto album 'Leva-me aos Fados' no PIB desta semana em Cotação em Alta, anunciando uma verdadeira leveza de espirito na música portuguesa.



Priscila Andrade, 2010-18-01, 00:45h

11 de janeiro de 2010

‘Virou!’ o novo disco dos Diabo na Cruz no PIB.



Nesta semana no PIB em Cotação em Alta temos os Diabo na Cruz que surgem com o álbum de estreia intitulado “Virou!”.

Nasceram no seio criativo da editora FlorCaveira unindo Bernardo Barata, Jorge Cruz, João Gil, Bernardo Fachada e João Pinheiro sob o mesmo tecto. Juntos construíram um original projecto de música nacional onde ligam o rock aos ritmos tradicionais portugueses.

Com temas como ‘Bico de um prego’, ‘Dona Ligeirinha’ ou ‘Corridinho do Verão’ assiste-se a um verdadeiro corridinho tocado com guitarras eléctricas, aliado a um autêntico projecto de antologia que o grupo construiu. O resultado é inovador.

Música alegre e mexida, ideal para virar o novo ano em força e boa disposição. Se duvidam, nada melhor do que ouvir para crer.

Priscila Andrade, 2010-11-01, 01:10h

10 de janeiro de 2010

Rádio Zero procura colaboradores

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A Rádio Zero é mais que um espaço físico. É um meio experimental, que
promove a criatividade e o espírito livre nos seus membros e ouvintes.

Sem
fins lucrativos e de duração ilimitada, é também uma rádio composta
unicamente por voluntários que dão parte do seu tempo a este meio,
constribuindo para o seu perfeito funcionamento.



E porque somos também uma grande escola, aqui aprende-se a fazer rádio, e,
também a manter a rádio a funcionar. E queremos que tu experimentes.

Neste
momento procuramos novos colaboradores com espírito de iniciativa e
vontade suficiente para que possamos continuar com o nosso mote "emitimos
24/7 para todo o mundo", mantendo o título de única rádio experimental na
cidade de Lisboa.



Voluntários?



Procuramos:


Gestores de grelha


Admin. informáticos


Técnicos de som


Conheçam o nosso projecto aqui:


http://radiozero.pt

Produto Interno Bruto, 2010-01-10, 14:45h



9 de janeiro de 2010

B Fachada, o disco, no PIB em Cotação em Alta

Finalmente, depois de um “Fim-de-semana no Pónei Dourado”, Bernardo Fachada reservou-nos no fim de 2009 um inédito homónimo com um som límpido e uma instrumentação impecavelmente certeira – ‘B Fachada’, o disco.

Com músicas de dois ou três minutos de uma dinâmica instrumental, Fachada constrói histórias de amor e desamor, através de meia dúzia de versos.

Entretanto, “Fomos à Escócia e voltámos, loucos por ficar a sós, fomos mas nunca chegámos a sair do meio de nós”, com a terceira faixa, “Desamor”, levando-nos a uma permanente falsa esperança.

As restantes músicas são óptimas, num total de onze, sendo o piano o instrumento central do disco, principalmente na balada “Só te falta seres mulher”, retratando muito bem o classicismo destas canções que poderiam, perfeitamente, viver noutra época qualquer.

Para terminar esta sequência, não poderia faltar a formidável faixa “Estar à espera ou procurar”, incrivelmente trabalhada e primorosa em cada detalhe.

Foi desta forma, genuinamente cuidada, que Bernardo Fachada confirmou o magnetismo e a beleza deste disco. Esperemos, expectantes, pelo próximo. Até lá, deliciemo-nos com este ‘vintage’ de grande qualidade.

Priscila Andrade, 2009-01-10, 16:00

3 de janeiro de 2010

Portugal rima com preconceito musical

Vi, na Gala deste Domingo do programa televisivo "Ídolos" (é preciso ver para poder criticar), uma das concorrentes a escolher o tema "Cão muito mau", dos nortenhos Boitezuleika. Vale a pena contextualizar, referindo que a gala foi inteiramente dedicada à música portuguesa.
Essa mesma concorrente foi fortemente criticada por dois dos elementos do júri, não por ter interpretado mal o tema, mas, pasme-se, por ter escolhido uma canção desconhecida por parte do público português. A concorrente contestou - e muito bem - tão desajustado argumento, com o facto de ser uma emissão da música portuguesa e não de alguma música portuguesa.
Gostos musicais à parte, aqui ficou demonstrado, mais uma vez, o fechadíssimo circuito de oportunidades para que, no seu próprio país, bandas e artistas que não Rui Veloso, Xutos e Pontapés, Zeca Afonso e outros nomes de inegável qualidade, se possam revelar às pessoas, pobres seres em estado de ignorância (com honrosas excepções) que não conhecem metade do que de bom e positivo se faz na música nacional. E porquê? Porque há um conjunto (demasiado grande) de pessoas com palas nos olhos e que, por infeliz coincidência, gerem as vias de comunicação e divulgação deste cantinho que, pela sua riqueza, merece mais respeito.
Não obstante, é também necessário que cada um assuma a tarefa de alargar horizontes, a todos os níveis, inclusive ao nível cultural, para que tais argumentos deixem de fazer sentido.
O PIB continua no ar, para trazer aos ouvidos de alguns as novas, as menos novas e as eternas sonoridades da música portuguesa - sem palas nos olhos.

Ruben Portinha, 2010-01-03, 23:04h