30 de março de 2010

Pássaro Cego, o destacado desta semana

Saiu em Outubro o álbum homónimo de Pássaro Cego, projecto fomentado por Manuel Paulo, teclista da extinta Ala dos Namorados.

João Monge, inseparável companheiro de composição, assumiu-se como letrista do álbum, juntando-se a esta dupla a voz inconfundível de Nancy Vieira.

A acompanhar o trabalho musical, as ilustrações de João Ribeiro conferem ao disco uma importante vertente gráfica. Aliás, Pássaro Cego é um disco e um livro, ambos contam a história desta ave que, não tendo o sentido da visão, atravessa um arquipélago, composto por onze ilhas (os onze temas do álbum), adquirindo esse mesmo sentido na "Ilha dos amantes", o destino final dessa viagem. Nesse último tema, o brasileiro Chico César revela-se como convidado muito especial de Manuel Paulo e Nancy Vieira.

E mais não dizemos... um álbum para descobrir, esta semana, no PIB, com entrevista a Manuel Paulo.



Ruben Portinha, 2010-03-30, 13:30h

22 de março de 2010

Não percam o comboio das 14h, de Teça a Sexta-Feira, com Bunnyranch e o novo disco «If You Missed the Last Train».


Não, não é o nome de nenhum bordel legal no estado do Nevada. É uma banda de rock n’roll portuguesa originária de Coimbra – os Bunnyranch, que chegam com o seu novo trabalho de originais “If You Missed the Last Train”. São eles Kaló, na voz e bateria, Pedro Calhau no baixo, João Cardoso nas teclas e vozes e conta ainda com um novo guitarrista, Augusto Cardoso. Este novo disco, com dez temas, é o quinto do seu percurso pela junção do rock ao punk, e do pop ao soul, que se iniciou em 2001. “If You Missed the Last Train” sucede aos EP «Teach Us Lord» e «How To Wait», ambos lançados em 2007. Desde então, que o seu estilo musical se tem mantido igual, se bem que, há um claro amadurecimento neste disco, ao mesmo tempo que se denota certas descargas juvenis marcadas pela natural espontaneidade. Não se preocupam em seguir a “moda musical”, optando antes por serem eles próprios, “não abdicando daquilo que fizeram, do que vão fazendo e do que vão continuar a fazer”. Actualmente, os Bunnyranch já não são uma banda exclusivamente de Coimbra, mas também de Santa Maria da Feira e de Lisboa. Contudo, continua bem presente o rock n’roll conimbricense. Há ainda uma presença lendária que não deve ser esquecida: Boz Boorer – director musical da banda Morrissey e colaborador de David Bowie, Jools Holland e Edwin Collins. Neste disco, tornou-se mais um quinto elemento do que propriamente produtor. Foram precisos nove dias para gravar e misturar nos estúdios de Serra Vista no Algarve (Boz Boorer é proprietário dos estúdios Serra Vista). Esta semana no PIB, não percam o comboio Bunnyranch com entrevista e claro, a música, para destacar. Façam uma boa viagem.



Priscila Andrade, 2010-22-03, 13:20h

15 de março de 2010

Em altas no PIB, Electric Willow, com «Majestic Lies», o terceiro álbum de originais


Depois dos dez temas originais no seu primeiro álbum intitulado «Mood Swing» lançado em Dezembro de 2006, «Nothing’s Ever Good Enough», o segundo álbum, agora, Electric Willow voltam a electrificar quem ouve os onze originais que constituem este terceiro álbum, editado em Outubro de 2009 – Majestic Lies.

“Blunders” é o tema que apresenta o novo registo desta banda oriunda da Figueira da Foz, Coimbra e Lisboa. Trata-se de um trabalho constituído por três pessoas: Cláudio Mateus com sua voz, Adílio Sousa no baixo e Pedro Geraldes nos ritmos da bateria.

Cláudio Mateus foi compositor e vocalista dos Caffeine, extintos em 2005 e, sem dúvida, que neste trio encontrou uma forma de desenvolver e amadurecer a sua escrita de canções, como o demonstrou neste último álbum. No discurso musical, nota-se que toca num domínio mais pessoal e autêntico, aborda ritmos coesos e de bom gosto e, há claras inspirações na música pop de 80.

Majestic Lies foi gravado e co-produzido por José Arantes e é o álbum que se encontra em altas no PIB desta semana, onde mais uma vez, cumprimos com o nosso único pacto da música nacional.



Priscila Andrade, 2010-03-15, 09:45h

8 de março de 2010

Nesta semana, em grandes altas, Samuel Úria com o novo álbum «Nem Lhe Tocava»

Apesar de só agora ter chegado às lojas, o disco estava para ser editado há anos. No verão de 2008, por exemplo, Samuel Úria garantiu ao DN que ia ser lançado até Novembro. Acabou por editar o EP ‘Em Bruto’. Falava-se em Março do ano que vem, mas o desejo voltou a não se materializar. Finalmente, no final de 2009, eis que chega ao público o tão aguardado álbum «Nem Lhe Tocava», produzido por Tiago Guillul e gravado por Nélson Carvalho e Tiago Sousa.


Samuel nasceu em Tondela e tem hoje trinta anos. Passou por Coimbra, Leiria, Figueira da Foz e Évora, cidades que lhe acolheram a inspiração. «Nem Lhe Tocava» é fruto da estabilidade conquistada no último ano, quando o músico se mudou para Lisboa. É contudo, a sua cidade natal que lhe está presente na voz e nas canções.

Canta em sussurro ou em falsete, com distorção ou ao piano, com um humor castiço e com uma eloquente despreocupação.

«Nem Lhe Tocava», em parceria com a Valentim de Carvalho, conta ainda com participações especiais, como Celina da Piedade, Jorge Cruz, Luís dos Golpes e B Fachada, num total de 12 canções, talvez fáceis de ouvir, mas difíceis de digerir.

Como alguém disse, ‘Este rapaz é um Músico, em toda a profundidade da palavra!’.




Priscila Andrade, 2010-03-08, 00:10h

1 de março de 2010

The Soaked Lamb em altas com o novo disco «Hats & Chairs»


São seis músicos: Miguel Lima (bateria e percussão), Tiago Albuquerque (trompete, clarinete, saxofones, guitarra, concertina e ukulele), Mariana Lima (voz, saxofone e ukulele), Vasco Condessa (piano e teclas), Afonso Cruz (voz, guitarra, banjo, ukelele, harmónica e lap steel) e Gito (contrabaixo). E são eles 'The Soaked Lamb'. Formados em 2006, são fortemente inspirados na música americana da primeira metade do século XX, nas décadas de 20 a 40, em especial o jazz e blues. Os seus ritmos vão desde a valsa ao swing.

Para além de serem mais os instrumentos do que os músicos, 'The Soaked Lamb', apresenta uma particularidade interessante: nos concertos, todos tocam sentados e com chapéu, se bem que já houve um elemento que tocou, contra todas as regras, de sandálias. Fazem músicas como eram feitas há setenta ou oitenta anos, com o cuidado de fazer uma melodia para durar.

Por tudo isto, o novo disco intitula-se «Hats & Chairs» e conta ainda com alguns convidados impossíveis de ignorar no panorama nacional: Nuno Reis (Cool Hipnoise), Pedro Gonçalves e Tó Trips (Dead Combo) e Jorge Fortunato (49 Special).

«Hats & Chairs» tem edição prevista para 29 de Março deste ano, com distribuição da Compact Records.

Por cá, esperamos sentados.



Priscila Andrade, 2010-01-03, 19:10h