17 de agosto de 2009

Moniz e o PIB

É pouco discutível que Eduardo Moniz alterou o panorama televisivo português quando entrou para a TVI ainda no século passado, em dois grandes eixos: a aposta nos programas de realidade (e.g. Big Brother) e a aposta na ficção nacional (demasiadas novelas para mencionar).
Ele bem tentou a Informação, mas não correu bem.

Mas o que eu gostava de lançar com isco mental, é o que fez Moniz à música portuguesa?

A televisão e a música portuguesa nunca se deram bem, desde que me lembro. O Top+ bem tem tentado, mas a ideia de listas de música é ultrapassada e não faz sentido.

E para o caso de algum director de programas estar por aqui a ler (dúvido) deixo como sugestão: lançar aleatoriamente alguns vídeos de músicas ao longo da programação, como pequenas pérolas não esperadas. Aliás, este conceito é perfeitamente extensivel, a todas as curtas cinematográficas nacionais.

Mas voltando a Moniz. Com o aumento de ficção nacional veio também por tabela o aumento de música nacional. E não estou só a falar das bandas da casa como D'zrt e JustGirls, ou das canções rebuscadas para genéricos iniciais das novelas, mas do ímpeto que isso deu aos jovens artistas. É certo que Moniz não foi o único e fê-lo muito provavelmente sem intenção, outros actores estiveram em palco, como a grande popularidade da internet nesta década também teve o seu (bem) grande impacto.

Isto não pretende ser um estudo exaustivo, mas a ideia fica: num universo paralelo, sem Moniz na TVI, como seria o PIB musical actualmente?

Filipe Roque, 2009/08/17, 05:29

12 de agosto de 2009

José Cid ao vivo em Sernancelhe - A idade ainda o perdoa

A poucos meses de voltar ao Campo Pequeno, dois anos e meio depois da gravação do disco ao vivo, José Cid continua a dar espectáculo por esse país fora. Foi o que aconteceu, no Domingo, em Sernancelhe (Viseu).

Apresentado com toda a pompa e circunstância por parte da organização, perante alguns milhares de pessoas, Cid confirmou o porquê de ser um dos artistas mais influentes da música portuguesa - para o bem e para o mal.

Começou o espectáculo ao ataque, com um dos maiores êxitos da sua carreira, "Cai neve em Nova Iorque", logo seguido por "Recordar é viver". Daí até ao final, desfilaram no palco beirão todos os sons de uma carreira de sucesso. Em cerca de hora e meia de concerto, o artista conseguiu demonstrar as suas mais variadas facetas: da pop ao rock, do fado ao blues, da balada à música de baile. Espaço ainda para apresentar um novo tema, "A ilha dos piratas", que integra o álbum de originais, "Clube dos corações solitários do Capitão Cid".

E não foram os bem vividos 65 anos que o impediram de dar uns passinhos de dança, de fazer inveja a alguns presentes na plateia. Por falar em plateia, José Cid não se cansou de elogiar o público sernancelhense, referindo-se a este como um dos mais entusiastas que encontrou nesta tourné. Provavelmente, o discurso repetir-se-á noutros locais, mas ficam as gentes com o ego mais alto - e ajudam à festa.

Mas o que seria do "Capitão Cid" se não tivesse com ele a competência dos restantes elementos da banda? João Paulo (teclados e vocais), Manuel Marques (saxofone), Samuel (bateria), Pepe (contra-baixo), Tozé (trombone), Rúben Santos (trompete), Mike Sargent (guitarra) e Amadeu Magalhães (sopros), todos em grande forma.

No final do espectáculo, as opiniões foram bastante positivas. uma boa forma de encerrar as Festas da Amizade 2009, polvilhado com o célebre fogo de artifício. Quanto a José Cid, continua a ronda pelo país, até voltar a subir ao palco do Campo Pequeno, em Novembro.

Ruben Portinha, 2009/08/12, 18:52

12 de julho de 2009

Os 3 Marias com “Sentimento Sofrimento”

Os 3 Marias lançam o seu álbum de estreia “Sentimento Sofrimento”, um disco apresentado no mês de Maio do presente ano.

Com dois anos de existência é nos dado agora o seu primeiro trabalho.

A banda é composta por Epilady Di (vozmultímoda), pelo sobrinho do General Melo e Castro (baixo centralista) e Marco Gina (guitar herói, facto macho).

Este é um trabalho produzido por Doutor Avalanche, famigerado produtor e idealizado musical escandinavo. “Sentimento Sofrimento” teve um trabalho difícil até à sua edição, no entanto agora no mercado, encontramos um disco de nove temas de música jovem, pop rock, de grande sofisticação.

Como primeiras músicas encontramos “Bera na Cidade” – um olhar sobre a identidade lusa , “Ballada do Spread” – drama de pessoa humana prostrada perante os altares sacrificiais do Euribor, entre outros.

São os 3 Marias e a sua música de além e aquém mar no PIB, em Cotação em Alta.

Joana Pimenta, 2009/07/12, 23:35

6 de julho de 2009

Tó Trips com “Guitarra 66” no PIB

Com mais de duas décadas no meio musical português, Tó Trips lança o seu primeiro trabalho a solo:“Guitarra 66”, um trabalho muito pessoal.

Com 43 anos, nascido em 1966, Tó Trips tem marcado o meio musical português, primeiro com os Lulu Blind e depois com os Dead Combo. “Guitarra 66” é um álbum que evoca o espiríto acústico do músico e da sua guitarra clássica. Nesta estreia a solo, Tó Trips dedica inteiramente este seu trabalho à sua mulher, Raquel Castro. Trata-se de um trabalho fiel aos princípios de independência criativa, que busca novas formas originais de expressão de sentimentos. Um disco extremamente pessoal que fala de amor, experiências pessoais, viagens...

Durante dozes temas singulares podemos ouvir e sentir o mundo de Tó Trips.

Tó Trips e a sua guitarra clássica no PIB, em Cotação em Alta e entrevista de 3ª a 6ª feira, na Rádio Zero.

Joana Pimenta, 2009/07/06, 01:29