9 de janeiro de 2010

B Fachada, o disco, no PIB em Cotação em Alta

Finalmente, depois de um “Fim-de-semana no Pónei Dourado”, Bernardo Fachada reservou-nos no fim de 2009 um inédito homónimo com um som límpido e uma instrumentação impecavelmente certeira – ‘B Fachada’, o disco.

Com músicas de dois ou três minutos de uma dinâmica instrumental, Fachada constrói histórias de amor e desamor, através de meia dúzia de versos.

Entretanto, “Fomos à Escócia e voltámos, loucos por ficar a sós, fomos mas nunca chegámos a sair do meio de nós”, com a terceira faixa, “Desamor”, levando-nos a uma permanente falsa esperança.

As restantes músicas são óptimas, num total de onze, sendo o piano o instrumento central do disco, principalmente na balada “Só te falta seres mulher”, retratando muito bem o classicismo destas canções que poderiam, perfeitamente, viver noutra época qualquer.

Para terminar esta sequência, não poderia faltar a formidável faixa “Estar à espera ou procurar”, incrivelmente trabalhada e primorosa em cada detalhe.

Foi desta forma, genuinamente cuidada, que Bernardo Fachada confirmou o magnetismo e a beleza deste disco. Esperemos, expectantes, pelo próximo. Até lá, deliciemo-nos com este ‘vintage’ de grande qualidade.

Priscila Andrade, 2009-01-10, 16:00

3 de janeiro de 2010

Portugal rima com preconceito musical

Vi, na Gala deste Domingo do programa televisivo "Ídolos" (é preciso ver para poder criticar), uma das concorrentes a escolher o tema "Cão muito mau", dos nortenhos Boitezuleika. Vale a pena contextualizar, referindo que a gala foi inteiramente dedicada à música portuguesa.
Essa mesma concorrente foi fortemente criticada por dois dos elementos do júri, não por ter interpretado mal o tema, mas, pasme-se, por ter escolhido uma canção desconhecida por parte do público português. A concorrente contestou - e muito bem - tão desajustado argumento, com o facto de ser uma emissão da música portuguesa e não de alguma música portuguesa.
Gostos musicais à parte, aqui ficou demonstrado, mais uma vez, o fechadíssimo circuito de oportunidades para que, no seu próprio país, bandas e artistas que não Rui Veloso, Xutos e Pontapés, Zeca Afonso e outros nomes de inegável qualidade, se possam revelar às pessoas, pobres seres em estado de ignorância (com honrosas excepções) que não conhecem metade do que de bom e positivo se faz na música nacional. E porquê? Porque há um conjunto (demasiado grande) de pessoas com palas nos olhos e que, por infeliz coincidência, gerem as vias de comunicação e divulgação deste cantinho que, pela sua riqueza, merece mais respeito.
Não obstante, é também necessário que cada um assuma a tarefa de alargar horizontes, a todos os níveis, inclusive ao nível cultural, para que tais argumentos deixem de fazer sentido.
O PIB continua no ar, para trazer aos ouvidos de alguns as novas, as menos novas e as eternas sonoridades da música portuguesa - sem palas nos olhos.

Ruben Portinha, 2010-01-03, 23:04h

21 de dezembro de 2009

Papercutz e o seu trabalho “Lylac" no Produto Interno Bruto

Num conjunto sonoro introspectivo encontramos o novo trabalho dos Papercutz intitulado “Lylac”.

Trata-se de uma mistura das cores do jazz com forma articuladas representando o movimento da cidade onde o homem actual se insere. Uma resposta simples apropriada para locais de caris acústica e espaços fechados usando o som clássico de melodias calmas. Um álbum que busca simples respostas para perguntas simples: Quem sou eu? Onde é que eu pertenço?

“Lylac” descreve o processo de crescimento e maturação de Bruno Miguel (produtor musical e instrumentos, pianos, melódica), que conta com a participação de Marcela Freitas (líder dos vocais e percussão) e Bruno R (guitarra acústica, baixo).

Num conjunto de 13 temas encontramos como single de avanço “Ultravioleta”.

“Lylac” no PIB, em Cotação em Alta e entrevista.

Joana Pimenta, 2009/12/21, 22:40

14 de dezembro de 2009

“Nº 1 in Acapulco” no PIB

Os Irmão Pimenta, Paulo Zé Pimenta, PZ, Pplectro, Type, The Zany Dislexic Band e Zé Nando Pimenta apresentam o projecto Paco Hunter.

Um disco transformado num manifesto musical produzido nas margens do James Joyce’s Finnegans Wake. Um álbum com um alinhamento de 20 temas que percorre os caminhos do rock e do folk.

Entre os singles de avanço podemos encontramos temas como “Pensacola”, “Boca Raton”, “Tampa Bay”, entre outros.


Paco Hunter no PIB em Cotação em Alta e entrevista para ouvir durante toda a semana.

Joana Pimenta, 2009/12/14, 01:13

7 de dezembro de 2009

A.O.K no PIB com os Angry Odd Kids

Angry Odd Kids é o trabalho paralelo do baixista dos Fonzie, Carlos Teixeira, iniciando uma nova etapa no punk rock nacional.

A banda é composta por quarto elementos, Pete e Carlos, voz e guitarras, Tiago no baixo e Miguel na bateria.

A.O.K é um disco composto por 16 temas em português, repletos de energia e irreverência com uma combinação de ambientes electrónicos com ambientes punk rock. Neste lançamento de originais os Angry Odd Kids contam com a participação de Hugo Maia dos Fonzie, João Pedro Almendra dos Pestes & Sida, dos MCs dos Mundo Secreto, entre outros.

Como singles de avanço encontramos “Abre os olhos 'tás parado” e “Confissões Anormais”.
Angry Odd Kids mostram a sua irreverência em Cotação em Alta e entrevista para ouvir durante toda a semana, no PIB.

Joana Pimenta, 2009/12/07, 20:37