1 de março de 2010

The Soaked Lamb em altas com o novo disco «Hats & Chairs»


São seis músicos: Miguel Lima (bateria e percussão), Tiago Albuquerque (trompete, clarinete, saxofones, guitarra, concertina e ukulele), Mariana Lima (voz, saxofone e ukulele), Vasco Condessa (piano e teclas), Afonso Cruz (voz, guitarra, banjo, ukelele, harmónica e lap steel) e Gito (contrabaixo). E são eles 'The Soaked Lamb'. Formados em 2006, são fortemente inspirados na música americana da primeira metade do século XX, nas décadas de 20 a 40, em especial o jazz e blues. Os seus ritmos vão desde a valsa ao swing.

Para além de serem mais os instrumentos do que os músicos, 'The Soaked Lamb', apresenta uma particularidade interessante: nos concertos, todos tocam sentados e com chapéu, se bem que já houve um elemento que tocou, contra todas as regras, de sandálias. Fazem músicas como eram feitas há setenta ou oitenta anos, com o cuidado de fazer uma melodia para durar.

Por tudo isto, o novo disco intitula-se «Hats & Chairs» e conta ainda com alguns convidados impossíveis de ignorar no panorama nacional: Nuno Reis (Cool Hipnoise), Pedro Gonçalves e Tó Trips (Dead Combo) e Jorge Fortunato (49 Special).

«Hats & Chairs» tem edição prevista para 29 de Março deste ano, com distribuição da Compact Records.

Por cá, esperamos sentados.



Priscila Andrade, 2010-01-03, 19:10h

22 de fevereiro de 2010

SOULS OF FIRE, com o segundo álbum «Subentender», em cotação em alta

Nasceram em 2000. Em 2006 editaram o seu primeiro álbum e ei-los, agora, Souls of Fire, com o seu segundo disco de originais intitulado «SUBentender».

Esta banda originária do Porto canta maioritariamente em português e apresenta uma sonoridade que parte dos ritmos afro-jamaicanos que estão na formação do reggae, ragga e ska.

A preocupação dos Souls of Fire no seu primeiro álbum, «Comunicar», era mesmo esse, o de comunicar, passar a mensagem, o manifesto, o alerta que esta sociedade não estaria a funcionar muito bem. Mas, tão importante como a mensagem, é realmente perceber a mensagem. E por esse motivo, «SUBentender» é o título que a banda deu ao seu segundo álbum, pois, subentender é perceber melhor. Perceber melhor aquilo que nos é transmitido pela televisão, pelos media e, sermos suficientemente lúcidos do real para não nos transformarem a cabeça e nos enganarem com sensacionalismos. E é precisamente isso que Souls of Fire tentam passar nas suas músicas, reflectindo a luta pela criação de uma maior consciência, batendo-se de frente contra a opressão e a desigualdade imposta pelo actual sistema mundial.

«Subentender», num total de 13 temas, para ouvir músicas que comunicam e que intervêm.





Priscila Andrade, 2010-02-22, 13:50h

15 de fevereiro de 2010

Em destaque, o primeiro LP dos Indignu, «Fetus in Fetu», no PIB


«Fetus in Fetu» é o primeiro longa-duração de estreia dos Indignu lançado este ano, depois de em 2007 se terem estreado com o EP «Manifesto Anormal do Fundamento». O álbum contém onze temas distintos, descomprometidos, cada um com a sua história, dos quais cinco são instrumentais.


Desta vez, a banda barcelense constituída por Afonso (guitarra, voz e melódica), Jimmy (guitarra, voz, xilofone, órgão vintage e kazoo), Mateus (baixo e piano) e Ketas (bateria) contou com a participação de Paulo Miranda na produção, o escritor valter hugo mãe, o design de Pedro Oliveira e a voz de Nuno Rancho no tema ‘Duzentas Promessas para um Mundo Melhor’.


O Produto Interno Bruto, nesta semana, promete satisfazer qualquer barriga que tenha fome de música nacional, com temas como ‘Rafaela’, ‘Prenúncio’, ‘Choro de saudade’ e ‘Curta-Metragem’, que certamente abrirão o apetite para o novo disco dos Indignu, «Fetus in Fetu».





Priscila Andrade, 2010-02-15, 02:00h


1 de fevereiro de 2010

No PIB, em alta, os Mundo Secreto com o segundo álbum ‘Soa o alarme’


Os Mundo Secreto estão de regresso com o segundo álbum ‘Soa o Alarme’ lançado em Novembro de 2009. Este é sem dúvida um disco mais cuidado e maduro, reflectindo o crescimento da banda de hip hop de Leça da Palmeira. Desta vez, procuraram novas sonoridades, novos instrumentos virtuais; as letras e os flows também estão diferentes, mais arrojados, sem nunca perder toda a sinceridade e energia que tiveram no seu primeiro disco.

Neste novo trabalho, os Mundo Secreto puderam contar com algumas colaborações externas: desde logo Tomás Marques, no baixo, que esteve com a banda em todo o álbum. Domingos Alves nas teclas, convidado especial numa música e Carl Minnemann, contrabaixista. Na produção, Quico Serrano, que contribuiu com alguns teclados e loops.

Com óbvias referências ao samba, funk, reggae e até rock, a música dos Mundo Secreto resulta num puro hip hop com conteúdo.

O primeiro single chama-se ‘Soa o Alarme’ e, antes do refrão, a canção diz: “Mundo Secreto voltou!”. Parece que sim!



Priscila Andrade, 2010-01-02, 18:00h

25 de janeiro de 2010

“Pata Lenta”, segundo disco de Norberto Lobo no PIB em Cotação em Alta


Eis Norberto Lobo, autor de música que dispensa palavras, guitarrista de uma expressividade tocante, agora com o seu segundo álbum "Pata Lenta", lançado em 2009.

Este disco tem uma versão de ‘Unravel’, de Björk e o apressado tema “Ayrton de Senna”. “Pata Lenta”, primeiro tema do disco, começa tímida e sombria, ganhando cor e movimento a cada momento que se segue. Há muito neste disco das ruas portuguesas, da ruralidade, do Portugal profundo. Há sem dúvida uma portugalidade que não pode deixar de se elogiar.

Socorrendo-se de um só instrumento, Norberto Lobo já não precisa de ser alvo de comparação a Carlos Paredes ou ao mestre do ‘fingerpicking’ John Fahey, como aconteceu no seu álbum de estreia “Mudar de Bina”. Desta vez, temas como os já referidos anteriormente, “Vento em Polpa” ou “Sra do Monte” falam por si. Para além da admirável técnica sobre a guitarra clássica, a sua preocupação é a melodia, que é única e integralmente sua.

Tranquilizem-se com “Pata Lenta”, segundo álbum de Norberto Lobo, que se encontra esta semana em Cotação em Alta no Produto Interno Bruto.



Priscila Andrade, 2010-25-01, 18:00h