15 de março de 2010

Em altas no PIB, Electric Willow, com «Majestic Lies», o terceiro álbum de originais


Depois dos dez temas originais no seu primeiro álbum intitulado «Mood Swing» lançado em Dezembro de 2006, «Nothing’s Ever Good Enough», o segundo álbum, agora, Electric Willow voltam a electrificar quem ouve os onze originais que constituem este terceiro álbum, editado em Outubro de 2009 – Majestic Lies.

“Blunders” é o tema que apresenta o novo registo desta banda oriunda da Figueira da Foz, Coimbra e Lisboa. Trata-se de um trabalho constituído por três pessoas: Cláudio Mateus com sua voz, Adílio Sousa no baixo e Pedro Geraldes nos ritmos da bateria.

Cláudio Mateus foi compositor e vocalista dos Caffeine, extintos em 2005 e, sem dúvida, que neste trio encontrou uma forma de desenvolver e amadurecer a sua escrita de canções, como o demonstrou neste último álbum. No discurso musical, nota-se que toca num domínio mais pessoal e autêntico, aborda ritmos coesos e de bom gosto e, há claras inspirações na música pop de 80.

Majestic Lies foi gravado e co-produzido por José Arantes e é o álbum que se encontra em altas no PIB desta semana, onde mais uma vez, cumprimos com o nosso único pacto da música nacional.



Priscila Andrade, 2010-03-15, 09:45h

8 de março de 2010

Nesta semana, em grandes altas, Samuel Úria com o novo álbum «Nem Lhe Tocava»

Apesar de só agora ter chegado às lojas, o disco estava para ser editado há anos. No verão de 2008, por exemplo, Samuel Úria garantiu ao DN que ia ser lançado até Novembro. Acabou por editar o EP ‘Em Bruto’. Falava-se em Março do ano que vem, mas o desejo voltou a não se materializar. Finalmente, no final de 2009, eis que chega ao público o tão aguardado álbum «Nem Lhe Tocava», produzido por Tiago Guillul e gravado por Nélson Carvalho e Tiago Sousa.


Samuel nasceu em Tondela e tem hoje trinta anos. Passou por Coimbra, Leiria, Figueira da Foz e Évora, cidades que lhe acolheram a inspiração. «Nem Lhe Tocava» é fruto da estabilidade conquistada no último ano, quando o músico se mudou para Lisboa. É contudo, a sua cidade natal que lhe está presente na voz e nas canções.

Canta em sussurro ou em falsete, com distorção ou ao piano, com um humor castiço e com uma eloquente despreocupação.

«Nem Lhe Tocava», em parceria com a Valentim de Carvalho, conta ainda com participações especiais, como Celina da Piedade, Jorge Cruz, Luís dos Golpes e B Fachada, num total de 12 canções, talvez fáceis de ouvir, mas difíceis de digerir.

Como alguém disse, ‘Este rapaz é um Músico, em toda a profundidade da palavra!’.




Priscila Andrade, 2010-03-08, 00:10h

1 de março de 2010

The Soaked Lamb em altas com o novo disco «Hats & Chairs»


São seis músicos: Miguel Lima (bateria e percussão), Tiago Albuquerque (trompete, clarinete, saxofones, guitarra, concertina e ukulele), Mariana Lima (voz, saxofone e ukulele), Vasco Condessa (piano e teclas), Afonso Cruz (voz, guitarra, banjo, ukelele, harmónica e lap steel) e Gito (contrabaixo). E são eles 'The Soaked Lamb'. Formados em 2006, são fortemente inspirados na música americana da primeira metade do século XX, nas décadas de 20 a 40, em especial o jazz e blues. Os seus ritmos vão desde a valsa ao swing.

Para além de serem mais os instrumentos do que os músicos, 'The Soaked Lamb', apresenta uma particularidade interessante: nos concertos, todos tocam sentados e com chapéu, se bem que já houve um elemento que tocou, contra todas as regras, de sandálias. Fazem músicas como eram feitas há setenta ou oitenta anos, com o cuidado de fazer uma melodia para durar.

Por tudo isto, o novo disco intitula-se «Hats & Chairs» e conta ainda com alguns convidados impossíveis de ignorar no panorama nacional: Nuno Reis (Cool Hipnoise), Pedro Gonçalves e Tó Trips (Dead Combo) e Jorge Fortunato (49 Special).

«Hats & Chairs» tem edição prevista para 29 de Março deste ano, com distribuição da Compact Records.

Por cá, esperamos sentados.



Priscila Andrade, 2010-01-03, 19:10h

22 de fevereiro de 2010

SOULS OF FIRE, com o segundo álbum «Subentender», em cotação em alta

Nasceram em 2000. Em 2006 editaram o seu primeiro álbum e ei-los, agora, Souls of Fire, com o seu segundo disco de originais intitulado «SUBentender».

Esta banda originária do Porto canta maioritariamente em português e apresenta uma sonoridade que parte dos ritmos afro-jamaicanos que estão na formação do reggae, ragga e ska.

A preocupação dos Souls of Fire no seu primeiro álbum, «Comunicar», era mesmo esse, o de comunicar, passar a mensagem, o manifesto, o alerta que esta sociedade não estaria a funcionar muito bem. Mas, tão importante como a mensagem, é realmente perceber a mensagem. E por esse motivo, «SUBentender» é o título que a banda deu ao seu segundo álbum, pois, subentender é perceber melhor. Perceber melhor aquilo que nos é transmitido pela televisão, pelos media e, sermos suficientemente lúcidos do real para não nos transformarem a cabeça e nos enganarem com sensacionalismos. E é precisamente isso que Souls of Fire tentam passar nas suas músicas, reflectindo a luta pela criação de uma maior consciência, batendo-se de frente contra a opressão e a desigualdade imposta pelo actual sistema mundial.

«Subentender», num total de 13 temas, para ouvir músicas que comunicam e que intervêm.





Priscila Andrade, 2010-02-22, 13:50h

15 de fevereiro de 2010

Em destaque, o primeiro LP dos Indignu, «Fetus in Fetu», no PIB


«Fetus in Fetu» é o primeiro longa-duração de estreia dos Indignu lançado este ano, depois de em 2007 se terem estreado com o EP «Manifesto Anormal do Fundamento». O álbum contém onze temas distintos, descomprometidos, cada um com a sua história, dos quais cinco são instrumentais.


Desta vez, a banda barcelense constituída por Afonso (guitarra, voz e melódica), Jimmy (guitarra, voz, xilofone, órgão vintage e kazoo), Mateus (baixo e piano) e Ketas (bateria) contou com a participação de Paulo Miranda na produção, o escritor valter hugo mãe, o design de Pedro Oliveira e a voz de Nuno Rancho no tema ‘Duzentas Promessas para um Mundo Melhor’.


O Produto Interno Bruto, nesta semana, promete satisfazer qualquer barriga que tenha fome de música nacional, com temas como ‘Rafaela’, ‘Prenúncio’, ‘Choro de saudade’ e ‘Curta-Metragem’, que certamente abrirão o apetite para o novo disco dos Indignu, «Fetus in Fetu».





Priscila Andrade, 2010-02-15, 02:00h